Como encontrar um bom namorado na escola

Como Ser um Bom Marido. Então você se casou e prometeu lealdade. Todas as promessas que você fez à sua mulher realmente significam algo, então é importante manter a sua palavra. Felizmente ser um bom marido não é algo impossível: tem a ver ... Como Namorar um Rapaz de Outra Escola. Fazer um relacionamento dar certo é sempre complicado e exige esforços de ambas as partes. Quando o casal estuda em escolas diferentes, a relação pode ficar ainda mais atribulada. Se encontrar alguém d... Volte à escola. Trabalhe no seu mestrado ou Ph.D. e conheça estudantes solteiros, um dos quais pode ser um cara legal. 32. Viaje. Muitas pessoas encontraram o amor durante suas viagens e essa não podia deixar de ser uma das dicas de como encontrar um namorado. Você pode se tornar uma delas. 33. Sempre sorria. Um sorriso pode dar leveza às ... Se ele tem dificuldade para manter ou encontrar um emprego, demonstre a importância dos bons hábitos profissionais ou ajude-o a procurar um novo trabalho. Ofereça-se para acompanhá-lo em workshops de currículos, converse com ele sobre como gostar mais do trabalho ou ajude-o a encontrar uma carreira mais adequada. O barco das mulheres solteiras está cada vez maior e parece que cada uma rema para uma direção diferente, mas não chegam a lugar algum. Por isso, criamos 7 dicas simples para você saber como arrumar um namorado e, então, remar em direção a um relacionamento sério!. 1. Encontrar o tipo certo de pessoa até o momento pode ser um desafio, especialmente se você é tímido por natureza. Encontrar um namorado geralmente se resume a sair e fazer as coisas, em lugares onde os caras podem encontrá-lo, mas os sites de mídia social fornecem um plano B. Comece com os meninos da sua classe. Arranjar um namorado na escola pode parecer uma tarefa bem confusa. Talvez você não saiba ao certo como chamar a atenção do garoto que gosta ou como sequer encontrar o garoto certo. Embora não exista uma poção mágica para fazer um garoto se apaixonar por você, é possível aumentar suas chances de conseguir um namorado ao investir na ... Inúmeras mulheres sofrem o mal de não conseguirem se relacionar afetivamente com homens decentes, trabalhadores e de bom caráter. Encontramos mulheres de todos os tipos e jeitos nessa situação: bem sucedidas profissionalmente e financeiramente, bonitas e outros tipos variados de mulheres que não conseguem encontrar um namorado dito decente. Uma pergunta que não cessa na cabeça de muitas mulheres, é ‘Como Arrumar um namorado?’, ‘se já não sou mais uma garota tão jovem’, ‘se aqui na minha cidade não acho ninguém’, ‘sou tímida’, ‘sou muito calada’, e por ai vai. Em contrapartida, nenhuma mulher pense que pode esperar ao ponto de um namorado cair assim ‘de paraquedas’, pois isso não vai acontecer mesmo. Se procurar um namorado na faculdade é sua prioridade, você não só está perdendo muitas outras oportunidades incríveis, mas também pode estar perdendo seu tempo. Por que se perguntar como conseguir um namorado na faculdade não é bom. Quer você fosse solteiro no colégio ou não, ter um namorado na faculdade provavelmente soa maravilhoso.

Meu parceiro gringo rico me agrediu fisicamente e me jogou na cara que sou brasileiro prostituto

2020.09.21 12:02 Silverwxyz Meu parceiro gringo rico me agrediu fisicamente e me jogou na cara que sou brasileiro prostituto

Quem aí é pobre e gostaria de um príncipe encantado pra te tirar da miséria e viver num castelo… de preferência na Europa com um bom padrão de vida? Pois é, encontrei algo parecido (só que não). Quem procura esse tipo de coisa ou aceita entrar nessa talvez seja bom saber que muitas vezes a vida não é esse conto de fadas.
Resolvi tentar minha sorte na Europa, Itália. Sou professor de inglês formado, sempre fui independente, mas na Europa dificilmente contratam um brasileiro pra dar aulas de inglês. As escolas preferem falantes nativos dos EUA ou Inglaterra. Mesmo se eu tivesse 100 anos de cursos e experiência, nunca vou deixar de ser brasileiro, e a maioria das escolas nem pega o currículo. Minha formação não vale muita coisa na Europa. E o mercado pra dar aulas de português é quase inexistente.
Nisso eu conheci um cara, gostamos um do outro… fui morar com ele. Percebendo minha dificuldade pra encontrar bom trabalho, ganhando pouco, ele propôs pra eu trabalhar menos e voltar a estudar, fazer outra graduação. Detalhes: ele é rico e tem o dobro da minha idade, eu 30 e ele 60. Sim, eu prefiro homens maduros. Aí é que está o problema, aliás, vários problemas: nossa grande diferença de idade, classe social, minha nacionalidade considerada “inferior”, a fama da prostituição dos brasileiros…
Desde o início passei por várias situações desagradáveis… Alguns amigos dele me perguntaram na cara mesmo se sou prostituto brasileiro e se não estaria com ele por causa do dinheiro. Ele brigou com esses amigos por causa disso.
São muitos desafios manter uma relação assim. Já é difícil pelo fato de sermos dois homens, e com grande diferença de idade! Se ao menos ele tivesse uns 10 anos a menos, seria mais fácil eu apresentar pra minha família... Minha mãe jamais aceitaria eu estar com um homem mais velho que ela.
Algumas vezes tentei terminar a relação. Já estive prestes a sair de casa, ele não deixou e disse: “Termine seus estudos, eu gostaria muito de dar isso pra vc. Depois você vai embora e encontra alguém mais jovem que eu”. Na verdade desde os primeiros dias que nos conhecemos ele sempre tentou me comprar, com luxos, viagens, e já no início da nossa relação disse que não tem herdeiros e procura alguém mais jovem como eu pra deixar tudo. Várias vezes ele me pede pra gente ir assinar os papéis do casamento e herdarei tudo. Ele diz exatamente isso! Aliás, ele já disse que fez o testamento dele declarando que sou o herdeiro.
Eu e ele sempre fomos bons amigos, tivemos uma conexão forte, sem problemas na relação, algumas briguinhas cotidianas, nada de mais…
Um ponto negativo é que ele é abertamente racista. Costuma fazer comentários contra negros, e sempre que ele tem oportunidade ele faz piada com o fato de eu ser brasileiro, diz que venho da selva, de um país perigoso, subdesenvolvido, que faço vodu, macumba… Antes ele era casado com uma moça da Guiana e depois teve um namorado da Venezuela. Ele culpa a origem latino-americana dos ex-parceiros pelo temperamento difícil e comportamento “primitivo”. Ele gosta de pessoas mais jovens. Como seria numericamente mais difícil ele conseguir um jovem europeu que queira morar com um velho, ele tem o histórico de pegar jovens desfavorecidos do “terceiro mundo” pra ajudar a trabalhar e estudar, todos os relacionamentos dele foram assim. Ou seja, ele mostra toda sua riqueza, tenta impressionar, e depois teme que está sendo usado, comprando alguém, e nos conflitos acaba sendo racista e usando o poder financeiro pra dominar e inferiorizar.
Se eu não respeito alguma “etiqueta” ele diz: VC VEIO DA SELVA MAS AGORA ESTÁ NA EUROPA, PRECISA SABER SE COMPORTAR. Na verdade eu não me sentia ofendido, ele é alemão e eu apenas retrucava falando coisas negativas de alemães. Eram piadas de mal gosto que fazíamos um contra o outro… E como resposta eu beliscava os mamilos dele, ele odeia quando faço isso. Já era um costume nosso.
Mas essa simples besteira desencadeou um conflito. Há dois dias estávamos na rua, eu tremendo de frio, e ele fez piada: VOCÊ É UM ANIMAL DA SELVA MESMO. NÃO ESTÁ FRIO. Em resposta, belisquei o mamilo dele, e desta vez ele teve um ataque de fúria. Ele apertou meu braço com bastante força, arranhou, tirou sangue. Ele nunca tinha me atacado dessa forma. Fiquei bastante chateado e passei o resto do dia sem conversar com ele. No final do dia, mostrei pra ele os hematomas, isso não se faz. Começamos a brigar e daí ele já abriu a porteira, falou várias coisas racistas, e por fim disse que sou um prostituto. Estávamos prestes a nos atacar fisicamente, ele veio pra cima de mim pra me dar socos. Eu empurrei, fiz posição de defesa e disse: EU SOU MAIS FORTE QUE VOCÊ. SE VOCÊ OUSAR, EU QUEBRO SUA CARA E TIRO SANGUE DE VERDADE. Ele recuou, sentou-se na cama e ficou acuado ofegante, tremendo, vermelho.
Estamos juntos há 4 anos, sempre tivemos uma relação pacífica, sem grandes dramas, nada parecido com isso tinha acontecido entre nós, foi bastante extremo. Estamos sem conversar há 2 dias na mesma casa, desviando um do outro, está insuportável. Eu já fiz dois anos de curso, precisaria de mais um ou dois anos pra terminar. Na Itália é quase impossível trabalhar, se sustentar e estudar ao mesmo tempo, as aulas são em período integral, precisa de dedicação quase exclusiva.
O que vocês fariam?
Tentariam engolir tudo isso, tentar fazer as pazes e procurar terminar o curso, ter um sonhado diploma europeu. Ou desistir de tudo... achar qualquer emprego, qualquer lugar pra morar... Ou voltar pro Brasil nesse período de crise, sem dinheiro e sem muita perspectiva?
Enfim, pra quem leu até aqui fica a lição: tentem ser independentes, donos dos seus próprios narizes e liberdade. O risco de depender de alguém é sempre alto... mais cedo ou mais tarde podem jogar isso na sua cara.
...
Resumo: moro na Europa com um homem rico e mais velho que me deu oportunidade de estudar. Tivemos um atrito bobo que desencadeou um conflito, ele é racista, me chamou de prostituto brasileiro. Já fiz metade do curso. Não sei se engulo e tento terminar os estudos ou se desisto de tudo.

UPDATE: Gente, obrigado por todas as mensagens! Eu já estava me preparando pra receber pedras aqui... porque na vida real recebi várias pedras por eu ser jovem, pobre e estar com um homem mais velho e rico. Mas de certa forma me impressionei por ninguém aqui ter me julgado.
O desfecho até agora: ficamos 2 dias sem conversar. No terceiro dia, ele veio pedir desculpas, disse que ele estava um pouco sob efeito de álcool, disse que entendi errado. Ele disse: EU FALEI QUE VC ""AGE""" COMO PROSTITUTO QUANDO APERTA MEUS MAMILOS, FALEI ISSO PORQUE NÃO GOSTO QUANDO VC FAZ ISSO. NÃO DISSE QUE VC ""É"" PROSTITUTO.
Ele disse que me conhece, sabe que não sou prostituto e não faria sentido ele dizer isso. Disse que entende que sou sensível com o uso da palavra "prostituto" por causa da minha nacionalidade e situação de estar com ele, mas que não foi intenção dele atacar esse ponto. Enfim... ele tentou se esquivar, contornar a linguagem pra forçar outro sentido, que o conflito tomou uma proporção descabida, disse que foi o álcool. Não colou muito na minha cabeça, mas pelo menos ele pediu desculpas e disse que sou parte da família dele e que meu futuro significa muito pra ele...
Eu só ouvi, fui meio frio, mas aceitei o pedido de desculpas. Ele é alemão, depois disso não nos abraçamos, não nos beijamos. O clima ainda está um pouco estranho, mas tudo pacífico e tranquilo.
Obrigado por todos os conselhos!
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2020.08.18 01:59 EuRoddy Sou rejeitado por ser fora dos padrões

Amigos, preciso de ajuda.
Sou homem, carioca, tenho 28 anos, sou negro e gay. Embora eu seja uma pessoa normal, não tenho traços bonitos, meu rosto é coberto de cicatrizes e manchas de acne e foliculite, sou alto e desengonçado e sempre tive dificuldade em ganhar peso. Ou seja, sou feio. Talvez isso não seria um problema se minha vida não fosse tão triste...
Desde muito pequeno, sempre soube que era diferente. Embora gostasse de "coisas de menino", sempre percebi que a figura masculina me atraia muito mais que a feminina. Mas, por conta do enorme preconceito do ambiente familiar e na escola, tentei, por muitos e muitos anos, refrear qualquer tipo de sentimento homoafetivo. Sempre busquei me aproximar dos homens apenas como forma de amizade. Felizmente, pude ter alguns amigos ao longo dos ensinos fundamental, médio e superior. Apesar disso, o bullying foi uma constante na minha vida. Sempre fui humilhado, ridicularizado e até agredido fisicamente na minha infância e adolescência por ser um menino sensível, péssimo nos esportes e, sim, feio. Não bastasse a humilhação por parte dos meninos, também era rejeitado por muitas meninas. Na minha tentativa fracassada de tentar ser hétero, acumulei apenas frustrações. Conclusão: terminei o ensino médio, com 17 anos sem sequer ter beijado na boca.
Entre 2010 e início de 2012, passei um dos períodos mais solitários da minha vida. E foi nesse período que minha saúde mental piorou. Ao ter meu primeiro contato com a pornografia gay, me dei conta de que por mais que tentasse, era impossível mudar a minha natureza. Ou seja, eu era gay e teria que me conformar. Porém, logo me dei conta de que ser gay não seria fácil. Além de ter a certeza de que jamais poderia me assumir por conta da religião da minha família, me dei conta de que o meio gay tem um gosto em que não me encaixava: homens brancos, musculosos e bonitos. Exatamente o contrário do que sou.
Quando comecei a faculdade, felizmente encontrei um ambiente diferente de tudo que até então tinha experimentado. Mantendo minha sexualidade escondida, fiz amizades, fui respeitado, saí, me diverti. Porém, faltava algo. Nunca havia namorado. Sequer tinha ficado com alguém. Estava eu com 23 anos sem sequer saber o que era tocar em uma pessoa. Até que, por influencia de amigos, cometi um dos piores erros da minha vida. Tentei namorar uma amiga, a única pessoa que, até então, demonstrou abertamente ter gostado de mim como homem. Meu desespero em me sentir uma pessoa normal falou mais alto, e eu investi nesse relacionamento desde o princípio fadado ao fracasso. Foi nela em quem dei meu primeiro beijo. Mas foi só isso. Embora eu tentasse, não sentia atração sexual por ela. Por mais carinhosa que fosse, eu sabia que não era aquilo que eu queria pra mim. Mas eu não poderia dizer porque tinha vergonha e medo demais para assumir que era gay. Até que um dia, tivemos uma discussão por conta de um amigo que ela não gostava e nossa tentativa de ficada acabou poucos meses depois. Pelo menos eu saí da faculdade tendo beijado na boca. Mas ainda virgem. Aos 25 anos...
O tempo passa. Me limito a saciar minha sexualidade com pornografia e masturbação. Mas só quando dava, porque dividia o quarto com meu irmão. Em 2018 entro no mestrado. Pouco mais de um ano depois, começo a escrever minha dissertação, termino meu estágio numa boa empresa e agora tenho tempo de sobra pra ficar em casa. E foi aí que a coisa piorou mais ainda. Novamente solitário, vieram a ansiedade e os sintomas de depressão. Não tinha ânimo para nada, sentia apenas o desespero por viver uma vida de merda, sem emprego, fazendo algo que detestava, e sem nunca ter tido a oportunidade de ser quem eu realmente era. Até que, decido a finalmente viver minha sexualidade, criei uma conta em um app de encontros gay, o Grindr. Tentando ter minha primeira experiência sexual, já aos 27 anos, acabei dando de cara com outra realidade: a do preconceito no mundo gay. Sendo negro, pobre, magro e fora de qualquer ideal estético, só encontrei mais rejeição. Algumas poucas e raríssimas vezes, tive momentos de felicidade ao não ser bloqueado por alguns caras, a maioria desses apenas por causa do meu pênis, certamente a minha única qualidade reconhecida pelos gays. Por quatro meses, busquei me relacionar com alguém, sem nenhum êxito. Até que em 4 de março desse ano, tive a chance que mais queria. Perder a virgindade. Mas o que parecia bom, foi na verdade uma das piores sensações da minha vida. Ao chegar na casa do rapaz, que morava a uns 500m da minha casa, me foi dado apenas o direito de fazer sexo oral e receber o esperma dele. Migalhando um pouco de prazer, me arrisquei fazendo sexo sem camisinha com um cara que nunca tinha visto na vida. Não rolou beijo, não rolou conversa, não rolou carinho. Apenas tive 10 minutos de sexo e fui pra casa. Uma semana depois, conheci outro cara, de 38 anos, lindo. Definitivamente a melhor coisa que poderia acontecer. Quando nos encontramos, ele pegou na minha mão, conversou comigo e me deixou à vontade. E transamos. Ou melhor, tentamos. Dessa vez, a minha total inexperiência me brochou. Ele gozou, eu não. Aliás, também não gozei na minha primeira transa. Perguntei a esse cara se eu o tinha decepcionado, ele disse que não, que deu errado pelo nervosismo. Acreditei nisso. Até que um dia, ele me chamou para ir à casa dele, à noite. Por medo de dar errado de novo, e pra não gerar desconfiança em casa, não fui. E o cara que eu achei compreensivo, e o primeiro homem que beijei, aos 27 anos, passou a me ignorar. Semana passada, tive uma das piores crises de ansiedade que já senti. Chorei de domingo a sexta. Tentando me aproximar dele de novo, pedi sua ajuda. Disse que estava me sentindo mal. Perguntei a ele se ele tinha me achado realmente atraente, se ele sentiu tesão em mim. Ele disse que iria responder, que estava digitando e que mandaria a resposta quando pudesse. Até agora nenhuma resposta. Me senti rejeitado de novo. Mas nada está ruim que não possa piorar...
Continuando minha busca por viver minha sexualidade, encontro cada vez mais nãos. Quando inicio uma conversa enfiando foto, sou bloqueado. E nas situações em que a conversa passa do oi, todo interesse do outro lado acaba quando mostro meu rosto e meu corpo. Cada vez mais minha autoestima diminui. Me sinto um lixo. Desde janeiro faço academia, já ganhei peso (embora ainda magro), tenho cuidado da pele do rosto e já até adotei um penteado mais moderno, mas tudo que eu tento fazer para ser alguém atraente de nada adianta. Sou preterido por ser fora dos padrões. Me sinto feliz por saber que ao menos uma vez pude beijar e me relacionar com alguém. Mas a certeza de que dificilmente irei encontrar alguém com quem possa dividir bons momentos me entristece demais. Aos 28 anos, nunca namorei. Nunca soube o que é me apaixonar. Não sei o que é sair com um namorado. Não sei o que é ser amado. E por mais que eu tente ser bom nas outras áreas da minha, a solidão é dolorosa demais. Sinto vontade de morrer. Minha comunidade me rejeita.
Sou infeliz.
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.07.27 07:26 tacaleb maior mico do meu romance

la luba ,inscritos editores, gata e mães/ pais solteiros que estão haver
nossa que triste essa historia ....
tenho 16 anos e moro em são paulo ..
certo dia estava na escola e tipo sabe aqueles momentos que você unnh vou morre sozinho então ,vishkk
bora para historia
um certo dia cansado da escola cheguei em casa abri o portão , meus cachorros estava me esperando na porta de casa super comportados /tipo só quem tem labrador sabe, beleza . entrei em casa arrumei minha coisas abri liguei o celular e fui mexer, lembrei que estava sozinho em casa e já que sou um menino muito santo abri um app de namoro ( cujo nome é chat anonimo) que já usava fazia um ano só na zoeira . tudo bem papo vem papo vai niúngue que me chamou atenção, ate que fui em área e vi um boy de cabelo ate o pesco tipo Harry Styles kkkk não se compara . nossa eu me apaixonei ficava todo o santo dia conversando com ele, ja que ele era mais velho do que eu vivia em segredo calma era so (2 anos ) na verdade dia 31/07 e aniversario dele afins
cara eu tava realmente amei ele mais ele foi um cuzão cmg ahhhh ele sumiu por uma semana ai eu chorei e tal. ele me bloqueou e mando isso pra mim ( eu tava sendo o amante dele sem saber que ele ainda não tinha termindo com o namorado dele, ai depois que ele "terminou achei que estvamos junto
"eu sou parasita tóxico, e não quero te fazer sofrer mais. Não vou fazer ninguém nunca mais sofrer, eu queria me despedir por ligação, mas o choro iria me atrapalhar, você merece encontrar alguém que não te faça sofrer, alguém que possa te amar pessoal, alguém que queira estar vivo, talvez você comece a me odiar por isso, e talvez eu mereça.
Tchau doce criança
I love you too"
não apaguei isso ainda que tenho que mostra pra minha psicologa depois apago.
depois de ter chorado por uma semana inteira minha amiga da minha sala pediu o numero dele ai ela falou com ele e tals ,ai ele quis falar comigo pediu desculpa ai eu fui trouxa e voltei com ele tipo na minha visão vc vai entender
fui da minha escola ate a minha casa falando com ele a esqueci de falar ele morava em Goias se não me ingando em maria rosa sei la .
tava muito feliz que nos íamos nos casa no aniversario dele escondido dos meus pais homofóbicos que vão na igreja que fica perto do lugar que iamos nos casar kkk, to rindo chorando
tínhamos ate alguns planos de ir para o canada com ele
ate que tudo que estava bom se acaba né , beleza no inicio da quarentena a gente brigou mais foi tipo que ele furou quarentena para Brasilia , compra algumas coisa para o restaurante da mãe dele , ele me conto algumas coisas pesadas tmb ne ja que ele era meu psicologo eu era o dele ,ai um cero dia ele ficou o dia inteiro sem fala comigo .ai tava achando estranho
ai vi que ele tava online ai eu fiquei mando mensagem pra ele acada 1h para ver se me respondia tipo eu- oi vida tudo bem? 9:00
eu- bom dia amor da minha vida ?10:00
eu- to aqui me responde? 13:00
eu - amor como foi seu dia 18:00
s- oi.
s- o que vc quer ?
eu- atenção
ai ele foi escroto fiquei bravo desliguei o celular e foi viver a minha vida no dia seguinte ela tava um amor comigo ai falei que não tava bem ai me bloqueou no whatspp e todas as rede sociais, ok
ai fui pagar uma de a vingativa peguei o numero dele madei para um mlk ,que ele deve ta pegando agr , ok
ai esse mlk colocou ele no grupo que eu tava de nudes. ai ele ficou dando em cima desse menino esse menino falando que ele era meu namorado ai ele perguntou do nosso relacionamento ai ele falou que a gente nem namorava ai fiquei pistola liguei chorando para minha para minha amiga graça a universo to conseguindo supera ele . kkk.bjs<3<3
chama o t3ddy pra gravar mais vezes
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2020.07.20 23:37 MayCorrea Quis me expulsar de casa, me proibiu de namorar uma pessoa que eu amava, tentou me obrigar a mudar meu depoimento na polícia e agora diz que caso eu não aceite a nova "esposa" que pretende arrumar, não amo ele, e que eu tenho que inclusive estar no casamento e "gostar" da pessoa

Oi, estou escrevendo isso tudo em português pois sou do Brasil, e como o texto é grande, daria muito trabalho escrever e corrigir em outra língua... Acho que é uma fusão de "pais intitulados" com "eu sou o babaca?" o que vou escrever, com um acréscimo de chantagem emocional e toxicidade... Me desculpem pelo texto gigante, mas eu realmente preciso desabafar, e como não tenho como ir na terapia até semana que vem, acho que preciso colocar tudo isso pra fora de alguma forma senão vou ficar maluca...
Eu tenho 18 anos atualmente, e como contei em um post no TurmaFeira que teve pouco alcance, no inicio do ano passado acabei tendo de mudar de escola por conta de uma amante do meu pai que por algum motivo maluco resolveu dar aula na escola perto da minha casa na mesma semana em que eu me matriculei (suspeitosamente específico ser logo lá, não?) , tive uma crise de ansiedade (coisa que meu pai nunca ligou, e ainda me culpa toda vez que acontece)... Pouco depois disso, eu comecei a namorar (estamos noivos atualmente, mesmo com tudo que aconteceu) e desde o inicio meu pai tentava apressar o relacionamento, tentando me fazer levar ele na nossa casa com poucas semanas que tínhamos nos conhecido e etc... Tanto eu quanto meu namorado curtíamos sado, porém um dia acabou saindo um pouco fora do calculado e eu terminei com uma veia estourada no olho... Mesmo eu explicando a situação, em momento nenhum meus pais quiseram me ouvir, e me obrigaram a abrir um boletim de ocorrência contra esse namorado (vou chamar de carls pra facilitar), e quando viram que tudo que falei não era contra ele, tentaram me fazer mudar esse depoimento e ameaçaram inclusive me declarar incapaz para que eles mesmos mudassem esse depoimento...
(Quero deixar claro antes de tudo, que eu não iria defender ele nunca se ele fosse um namorado abusivo, vivi relações abusivas já e saí delas justamente por serem abusivas. O ponto é que além disso tudo, eu e ele sabemos que o que aconteceu foi erro dos dois, imaturidade e inexperiência... Ele sempre me respeitou e me tratou super bem, mas ninguém da minha família quis me ouvir...)
Quando, a uns 3 meses, contei que estava com ele, e que realmente queria esse relacionamento, e pedi pra que eles aceitassem pelo menos uma conversa, não quiseram me ouvir, ameaçaram de me expulsar de casa só com a roupa do corpo, e quando e disse que iria, disseram que como eu ainda não era maior, teria que acatar o que eles quisessem, então eu não poderia ir e que ele iria mandar matar o carls... Mesmo depois de os ânimos acalmarem, quando souberam que ele tinha vindo me ver no bairro, e que umas amigas me ajudaram a encontrar com ele, e meu pai mais uma vez me bateu e foi atrás dele, mas acabou desencontrando e se resumindo em ele e a minha sogra trocando farpas. Sempre disseram que era pro meu bem... Porém acho que pelo menos alguém concorda que fazer esse tipo de joguinho emocional a base de ameaças com a filha depressiva e com transtorno de ansiedade é qualquer coisa menos saudável... Até hoje quando tento conversar sobre minha mãe fala que ela pode "levar essa culpa pro caixão", mas que nunca vai pisar na minha casa quando eu me casar com o carls, e meu pai até então dizia o mesmo, que não iriam me ver e nem dar o mínimo apoio financeiro, porque sou mal agradecia e etc... Que eu ainda seria bem vinda aqui e os possíveis filhos também, mas que ele nunca... Ok, eles estão no direito deles, certo? Guarde isso pra daqui a pouco.
Bom, semanas atrás eu comecei a desconfiar que meu pai estava traindo a minha mãe mais uma vez, e acabei olhando o celular dele (sei que vão me xingar mas escutem antes por favor) onde eu vi várias coisas, incluindo com mulheres casadas e até uma prima que ele jurou não ter nada, registros de motel e etc... E o ponto é que ele nunca me deixou falar quando se sentiu ameaçado, e desde então decidi tratar com ele por escrito ou com provas sempre que a situação é mais complexa... Então imprimi tudo e coloquei em um envelope dentro da bolsa dele (ele trabalha em outra cidade e vem nos fins de semana... bom, agora só a cada 15 dias...) com mais algumas coisas que escrevi pedindo ele que me ouvisse e inclusive aceitasse se tratar porque isso não é normal, ele mesmo já disse que é doença.
No dia seguinte, ele leu e ligou me ameaçando, dizendo que eu não mereço o amor dele, o respeito dele e nem nada, que eu sou a pior pessoa do universo e me ameaçou mais quando eu disse que iria enviar aquelas fotos pras pessoas em questão por conta da raiva e da decepção... Ele já tem duas filhas fora do casamento e sempre falou que tinha orgulho de mim, mas pra justificar o motivo de não se divorciar pras outras mulheres, falava que eu sou demente e maluca, que faço tratamentos pesados e etc... E eu aproveitei esse dia pra colocar pra fora tudo que eu precisava colocar, ele só ia voltar 10 dias depois, pro meu aniversário, então ele não teria como me bater e nem falar nada comigo até lá.
Nesse meio tempo a minha avó, mãe dele, foi internada com Covid em estado muito grave, e está intubada na UTI até hoje... Por conta disso, essa briga toda foi deixada de lado por uns dias. Ele chegou na quarta, e meu aniversário de 18 anos seria na sexta.
No dia do meu aniversário, meu pai tentou puxar o assunto mas eu pedi que pelo menos esse problema ficasse pro outro dia. No sábado de manhã, disse que sairia de casa e entre diversas outras coisas, que ainda gostava da professora que citei no post anterior e no inicio desse, e que estava sim conversando com ela. Minha mãe não quer aceitar a separação, e me pediu ajuda para convencer ele a mudar e continuar em casa, e eu juro, eu fiz de tudo, mas sempre que não falo com ele o que ela quer e como ela quer, ela fica com raiva, grita comigo, me xinga e fala que eu estou contra ela... E ele, quando eu falo, diz que não amo ele o suficiente, que eu sou parcial e só defendo a minha mãe, e que ele sempre foi o melhor pai do mundo mas eu nunca dei carinho e atenção, quando na verdade, ele nem sai do telefone ou tv quando vou falar com ele, e geralmente responde com "hmm" ou "ah".
Dois dias atrás ele me ligou pelo número da minha mãe (eles me proibiram de ter whatsapp, celular e de ter acesso a qualquer outra rede social, mal sabem que posto aqui no reddit), e junto com uma enxurrada de chantagem emocional, ele disse que se eu me casar com o carls ele vai dar um esporro, mas que vai amar ele como um filho se ver que ele está sendo bom pra mim (coisa que ele até poucos dias jurava ser impossível) e que se eu não aceitasse a nova esposa dele, isso provaria que meu amor é condicional mesmo que a esposa em questão fosse uma amante (a professora ou uma maluca que ja citei, que me ameaçou de morte e ele não fez absolutamente nada, ela saiu de são paulo e veio para minas atrás de mim quando eu tinha 14 anos)...
Hoje eu liguei pra ele contando que acho que consigo entrar pra medicina com bolsa pelo prouni... e ele começou a me xingar sem necessidade... Quando reclamei, ele puxou esse assunto, e insistiu que se eu não aceitasse eu não mereço o amor dele, entre outras coisas... E enquanto isso minha mãe estava do lado, digitando tudo que ela queria que eu dissesse, como queria, e até a hora que queria... Senti uma fincada na barriga na hora, não sei o porque, e as vistas chegaram a escurecer... e mesmo assim os dois continuaram buzinando na minha orelha e chegou num momento que até levei um tapa por não ter falado o que a minha mãe queria, e pedido pra esperar um pouco.
Em resumo, a briga dele foi para me convencer que tenho que aceitar, e inclusive estar no casamento dele e conviver com a pessoa mesmo que seja a professora em questão... E que se eu não fizer isso meu amor é condicional, mas que quanto ao casamento com o carls, eles estão completamente no direito de escolher se querem ou não conviver com ele, e que isso não é um tipo de amor condicional...
Eu realmente não sei o que fazer quanto a isso... mas atualizo vocês, caso tenham interesse, com os próximos capítulos dessa novela mexicana com enredo ruim que tenho vivido.
Obrigada por ter lido esse "testamento", e sintam-se livres para julgar a história nos comentários...
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2020.06.29 08:08 immauwu Só queria ser gostosa, nmrl

Eu sei muito bem que o título é bem besta mas... Bom, na escola eu sempre me senti como a diferentona, sabe? Sempre fui muito alta comparando com as outras meninas, e também me sinto muito gorda ao comparar com elas. Por algum motivo elas comem pra caralho e conseguem manter um corpo perfeito, e eu só de respirar, já engordo (inclusive por essa razão já fiquei sem comer inúmeras vezes quando saindo com elas). Acho que agora que entrei no colegial, percebi mais do que nunca o quanto corpo e rosto são praticamente essenciais para se relacionar com alguém. Eu tenho um namorado, porém sempre me senti insuficiente porque ele é perfeitamente magro, com um corpo considerado perfeito. Constantemente tenho a ansiedade de que ele acabe por encontrar alguém mais bonita do que eu (o que não é muito difícil). Eu só queria ser bonita e magra o suficiente pra me sentir confiante em poder usar um biquíni, uma cropped, uma roupa mais justa, um short curto... Mas não, nunca dá. Eu convivo diariamente com aquele tipo de menina com pernas finas, barriga chapada, bunda durinha e rosto fino, e tem eu aqui com as pernas e braços mais grossas do que tudo, rosto tipo bolacha e barriga flácida. Acho que isso afeta bastante minha autoestima, sei lá, me sinto bem mal as vezes.
submitted by immauwu to desabafos [link] [comments]


2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.01.29 22:38 guizocaa Gostaria de contar pra vocês a história do meu último namoro

Tudo começa em uma sexta em que eu combinei com um amigo da faculdade (ambos formados já) para fazer alguma coisa. Ele me diz que uns amigos dele haviam o chamado para fazer algo também se eu não gostaria de me juntar a eles. Na verdade eu não queria. Estava prestes a inventar uma desculpa pra não ir, mas acabei mudando de ideia por estar entediado em casa.
Chego lá antes e o encontro. Depois chega um outro amigo dele e, mais tarde, duas amigas. São duas irmãs. Ficam dois núcleos de conversa: o primeiro entre mim, meu amigo e a Rafa e o outro entre a irmã dela e a irmã. Eu a achei muito mala, além de que tivemos umas discussões mais incisivas para pessoas que haviam acabado de se conhecer.
Gostei dela.
Depois esse meu amigo me diz que elas gostavam de board games, então combinamos um tempo depois de jogar Catan na casa dele. Também me falou que elas são da igreja dele (Presbiteriana) e também moram no mesmo condomínio. No fim da noite da jogatina tive a oportunidade de pegar o whatsapp dela. A parte mais interessante é que elas tinham que ir embora porque era meia-noite, uma regra dos pais. O mais interessante ainda é que uma tem 31 anos e a outra 30.
Começo a falar com a Rafa e a chamo para sair. Recebo um belo 'não'. Ela diz que prefere ficar solteira e que eu não seria alguém que os pais dela aprovaria (Isso em junho do ano passado).
O ponto é que eu tenho 27 anos e fui criado em uma igreja Presbiteriana Independente, mas havia deixado de frequentar há muito tempo por algumas razões, sendo a principal dela a pouca fé (ou alguma fé).
Ao invés de seguir o jogo, ela demonstrou interesse na minha amizade e continuávamos nos falando constantemente. Ficamos bastante amigos.
Outro ponto relevante de levantar é que sou uma pessoa desleixada e preguiçosa e estava em um período ocioso, além de fora de forma. Apesar de formado em direito, eu nunca fui exercer porque no fim do curso eu já odiava e trabalhava na empresa do meu pai e do meu irmão de semijoias que ainda era nova (ainda é, mas crescemos bem).
Meu interesse por ela me incentivou a levar as coisas mais a sério. Voltei a treinar jiu jitsu, boxe e tomar um rumo da vida de vez. E fui crescendo enquanto ela foi se interessando mais por mim aos poucos. Mas a gente 'brigava' porque eu sempre queria mais que amizade e ela batia na tecla de ser solteira e dos pais e, quanto mais o tempo passava, mais os pais que eram citados mesmo. Já teve várias complicações no passado por namorados desaprovados.
Esse meu amigo vivia me chamando pra voltar pra igreja e acabei aceitando, sendo que ela também foi um incentivo. Acabei me dando bem por lá e isso me deixou feliz.
Teve o aniversário dela no fim de agosto e depois fomos para minha casa passar um tempo com uns amigos juntos. Entreguei o presente dela e foi a situação perfeita para o primeiro beijo nosso, mas acabou não rolando.
Na semana seguinte, combinei com o outro amigo que também conheci naquela sexta para ir ao culto de jovens no sábado. Duas horas antes ele disse que não podia ir. Comentei com ela que iria sozinho e ela acabou dizendo que ia comigo. Depois fomos comer comida japonesa (ela ama) e ali nos beijamos pela primeira vez .
Mas é claro que ainda tinha um problema: os pais. Na verdade, quando eu digo pais significa a mãe. O pai dela é meio indiferente, pois ele se importa mais em não ser incomodado. Aliás, ele é um pastor pentecostal. A mãe frequenta a Universal, é uma pessoa extremamente desequilibrada (óbvio que partindo de mim é uma posição bastante enviesada). Ultra controladora e briguenta. Os pontos que a Rafa citava que faria a mãe ser contra: eu não ter maturidade espiritual, a diferença de idade e a questão profissional, considerando que eu ainda estava retomando meu rumo.
Combinamos em uma segunda de eu ir jantar na casa dela e fui apresentado como um amigo que estava querendo a conhecer (mancada nossa ter mentido) e ela percebeu que já éramos mais que amigos, então as duas brigaram depois que fui embora (ainda dei um chocolate para a mulher).
Nós discutimos a situação e decidimos que tentaríamos ficar juntos. No domingo dia 23 de setembro, eu finalmente a pedi em namoro. Até comprei uma bonita aliança.
Como a mãe era contra, para fazer a Rafaela terminar comigo ela a proibiu de usar a máquina de lavar roupa da casa e as panelas, forçando-a a lavar nas mãos suas roupas e ter que se virar pra fazer comida.
Isso me fez pensar em terminar com ela, porque não queria que ela passasse por isso por minha causa. No sábado seguinte nós fomos ao shopping e depois comer comida japonesa no mesmo lugar.
Naquela semana, recebo mensagem no whatsapp do Pastor Joézer, que era da igreja em que eu fui criado. Óbvio que fiquei surpreso, mas sabia de alguma forma que a mãe tinha algo a ver com isso. Ele pergunta se pode me ligar, o que me estranhar mais ainda. Pois bem, ela achou o número dele e começou a falar de mim e que era contra o namoro, gritava no telefone. Não sei ao certo que ela queria com isso, se esperava descobrir algo ruim sobre mim. Ele só falou bem de mim e avisou que o comportamento dela era de alguém com uma patologia mesmo. Era uma pessoa doente.
No domingo, chamei-a para almoçar com minha família e ela aceitou. Chegando na escola dominical de manhã, ela me mandou uma mensagem dizendo que não ia poder ir mais. Sim, ela terminou comigo naquele dia. A pressão da mãe funcionou (ela ameaçou contar para os pastores da igreja coisas sobre os namoros passados dela).
Nunca senti tanto ódio na minha vida quanto eu senti por essa mulher. Duas semanas depois, por sentir muita falta um do outro, decidimos nos encontrar. Passamos uma tarde juntos e eu tinha um casamento de um amigo que não deu pra ela ir (ela é engenheira civil e dá aula à noite). Nós discutimos se voltaríamos ou não o namoro. Naquele sábado, combinamos de jogar Catan na casa daquele meu primeiro amigo e tenho a péssima ideia de nos encontrarmos uma hora antes pra passarmos um tempo juntos. Eu a encontro em uma rua perpendicular à rua do meu amigo que tem uma mesa e banquinho. Ela está muito tensa porque percebeu que a mãe suspeita de algo. Nós discutimos mas logo nos entendemos. Tempo depois, surge o carro da irmã na rua e a mãe no banco de passageiro. Ficamos nos encarando por segundos que pareciam horas. Ela manda a Rafa entrar no carro e começa a discutir comigo, dizendo que eu tornei a filha dela uma pessoa rebelde, que ela era obediente e que foi o diabo que me colocou na vida da filha dela. Logo gritava "PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA! PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA!" (já entro no ponto do motivo).
Depois daquele dia (foi um sábado acho que 13 de outubro), ela foi proibida de falar comigo ou seria expulsa de casa. No dia seguinte, a mãe tomou o celular dela e só devolveu na segunda porque ela usa pra trabalho.
Depois disso, foram tempos estranhos. Principalmente por frequentarmos a mesma igreja, termos os mesmos amigos lá e moramos 7min um do outro. E a irmã dela fica de olho se ela não fala comigo, além de me odiar por causas das brigas que aconteceram na casa em função do nosso namoro.
É uma situação muito estranha, ainda mais porque eu amava ela (ainda amo).
Existem muitas situações e detalhes que deixei de fora por questão de exposição e que este texto já ficou muito grande.
Ah, sobre os presbiterianos independente. Há uns 30 anos, o marido dela era pastor de uma presbiteriana independente. Ele passou para uma linha mais pentecostal e começou a pregar por lá questões que saiam da doutrina presbiteriana e isso dividiu a igreja. Inevitavelmente, ele foi convidado a se retirar. O ponto é que ele vivia na casa pastoral e, como não era mais pastor, teve que se retirar de lá também, mesmo tendo duas filhas pequenas (a rafa tinha um pouco mais de um ano e a outra era bebê). Isso criou um trauma neles que nunca se recuperaram. E onde que eu entro nessa história? Bom, havia várias pessoas da família do meu pai que frequentavam aquela igreja, sendo que um tio do meu pai era presbítero (pra quem não sabe, pense no presbítero como o poder legislativo da igreja e que o pai da rafa sofreu um impeachmeant). Esse tio é um baita traste, por sinal. Eu imagino o impacto que teve pra mãe da Rafa quando soube meu sobrenome.
Outro ponto que odeio é o fato de que ainda tinha que ouvir a música "dona Maria deixa eu namorar a sua filha..." (sim, a mãe tem Maria no primeiro nome).
Bom, quem sabe no dia em que ela se mudar. Por ora, não fazemos parte da vida um do outro. Ela sempre fica tensa quando me encontra por medo da irmã achar que está rolando algo. Domingo passado mesmo ela me cumprimentou e correu. É bem ruim achar que encontrou a pessoa que vai querer passar sua vida junto e esse tipo de coisa acontecer.
O certo era eu revisar esse texto mas cansei já.
Respondo (quase) qualquer pergunta sobre isso.
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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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2018.11.13 13:35 Dinohobby Pediram para eu postar aqui também. Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


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2018.11.13 03:45 Dinohobby Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.12.28 17:57 brucewaynedosuburbio Oi, Reddit. Hoje me pagaram R$ 2 mil para stalkear e descobrir tudo sobre uma pessoa. Segue meu relato de como fiz isso :)

EDIT MAIS IMPORTANTE: não me desafiem :)
EDIT IMPORTANTE: galera, comecei a receber várias mensagens de pessoas interessadas e pedindo ajudaa para encontrar amigos e amores do passado. Eu não sou profissional nisso e fiz isso como hobby, não depositem suas fichas em mim não, rs.
E outra: vou viajar agora no Ano Novo e ficar um tempo fora. Então não devo responder mais nada por aqui por um tempo. Quando voltar, vejo mensagem por mensagem e se posso ajudar ou não.
Voltando ao post original
Eu trabalho com marketing digital e sempre fui bom em caçar pessoas. Fazia isso no trabalho direito a ponto de se tornar um hobby. Brotou um cliente novo? Eu usava meus recursos para descobrir tudo o que podia sobre ele: endereço, estado civil, mídias sociais, processos, relacionamentos e por aí vai.
Isso me fez descobrir coisas interessantes. Como uma pessoa que entrevistamos para o trabalho era um bolsominion expulso da Polícia Militar acusado de assassinato (surpreendentemente absolvido, apesar de tudo apontar contra ele e seus colegas e ter até matéria de jornal sobre isso). Que o novo namorado de uma colega de trabalho frequentava um fórum de acompanhantes e tinha um perfil fake para manter contato com as primas. Que uma funcionária daqui abriu uma empresa no nome do marido e estava usando informações privilegiadas nossas para concorrer conosco em pequenas licitações.
Minha fama acabou crescendo um pouquinho até chegar em um amigo de um colega de trabalho. A missão que ele me passou? Encontrar um amor dele do segundo grau. Achei meio obsessivo, mas o cara me disse que só queria saber como ela estava, como eles haviam perdido completamente o contato por terem se formado ainda nos anos 90, sem os benefícios da internet e tal. Ele tentou contratar uma firma de detetives, mas os caras não descobriram nada com as informações que ele passou. E ele ainda morreu uma grana boa com eles.
Ele veio falar comigo e pensei, por que não? Como nunca tinha feito isso na vida, ofereci receber APENAS se descobrisse alguma coisa, apesar de geralmente rolar um adiantamento nesses casos. Segue como fiz.
Disclaimer importante: nada aqui é garantia de que vocês terão algum resultado seguindo essas dicas. Algumas pessoas têm uma pegada digital ínfima por conta da idade ou da natureza de seus afazeres profissionais/acadêmicos.
Informações que recebi: primeiro nome, um dos sobrenomes, bairro onde a pessoa morava e supostamente ainda morava, uma foto dessa pessoa no fim dos anos 2000 em uma reunião de ex-alunos dessa escola. Ele também sabia que a pessoa em questão fazia aniversário em maio. Ele desconfiava que ela havia passado para algum curso de Letras de faculdade pública do Rio de Janeiro ainda no fim dos anos 90.
Primeira fonte: o Facebook: perguntei ao cara se ele conhecia alguém de confiança que morasse no mesmo bairro que ela. Ele tinha. Essa pessoa me cedeu sua senha e login no Facebook temporariamente para ajudar na busca. A combinação de nome + sobrenome que ele tinha não dava resultado algum. Provavelmente ela usava outro sobrenome.
Aqui eu tinha duas alternativas: a mais correta, que era pegar esses dois nomes que ele tinha e consultar o registro de aprovados no curso de letras nos anos que ele indicou (1998/1999) ou visitar a antiga escola dela. Seria o método mais fácil para descobrir o nome completo dela, mas também me tomaria tempo e gasto de ficar indo fisicamente nas universidades e na escola para consultar esses registros. Eu não queria tirar a bunda da cadeira, então foi na força bruta.
Eu chutei algumas dezenas de sobrenomes. Comecei calculando o numero de perfis que acessei numa única manhã e parei de contar quanto já estava na casa dos 200. Acho que estava na casa dos 300 quando encontrei pela foto.
Páginas curtidas, fotos curtidas pela pessoa: vamos chamar a pessoa de Karen. Karen tinha um Facebook bem monótono. Parcialmente fechado, com menos de 200 amigos e pouquíssima atividade. Isso é um empecilho fodido, mas vamos lá: com a user ID dela, você consegue checar as fotos que ela curtiu a partir do link https://www.facebook.com/search/INSERIR_NÚMERO_DA_ID_AQUI/photos-liked . Também acompanhei as curtidas dela.
Assim, descobri que ela era espírita e seguia as páginas de alguns centros espíritas. Nos comentários de fotos dela - as poucas abertas - vi pessoas mencionando encontrá-la no tal centro espírita, mas sem mencionar o nome dele. Chequei as fanpages de todos os centros e revirei as fotos dos eventos até descobrir que não só ela era membro assídua de um deles, mas também era médium de um deles. Consegui até para ele os horários em que ela atendia no centro.
Pelas páginas curtidas, também descobri um bocado sobre ela: que ela tinha um filho, que ela era espírita e de esquerda, que ela fora abandonada pelo marido. que seguia várias páginas de concurseiros, que gostava de ler literatura hot, que aparentemente sofria de depressão.
Nosso amigo Google: sabendo o primeiro nome dela, o sobrenome que esse cliente lembrava e o que ela usava no Facebook, juntei os três para fazer algumas combinações de pesquisa no Google. Sempre usando aspas e tentando fazer diferentes buscas.
"Karen" "Santos" "Amoedo"
"Karen dos Santos" "Amoedo"
"Karen Amoedo" "Dos santos"
Como eu sabia o ano aproximado em que ela nasceu e o suposto mês, jogava a data junto também com um dia aleatório: "13/05/198X".
Não demorou muito para rolar o bingo. Karen dos Santos Souza Amoedo, nascida em 24/05/198X. A informação veio na lista de aprovados de um concurso público de alguns anos atrás.
A partir daí, foi uma chuva de resultados. Descobri as exonerações e contratações dela em diferentes cargos federais e estaduais por conta dos Diários Oficiais, que ela foi assistente administrativa em uma faculdade daqui por alguns anos, passou em outro concurso e migrou para outra instituição.
A partir dos editais de cada concurso e o LoveMondays, identifiquei também o salário estimado que ela ganhava em cada um deles sem grandes dificuldades.
O Google retorna muita coisa boa. Registros em cartório, processos, empresas no seu nome, uma caralhada de coisa. Numa dessas buscas, encontrei o perfil dela no Youtube, que era aberto e tinha várias informações de coisas que ela gostava: hobbies, canais sobre depressão e espiritismo, plano de estudos para concursos públicos e por aí vai.
CPF é seu amigo
Hoje, é muito fácil no Brasil você consultar informações de pessoas por CPF em sites como o CC Fácil. Seu próximo passo então é descobrir o CPF da pessoa em questão.
Aqui é muito 8 ou 80. Muita gente tem o CPF largado pela internet por milhões de razões: alguma citação em ação judicial, diário oficial, burrice, uns bancos cadastrais que se encontram por aí. O meu, por exemplo, não está disponível em lugar algum.
No caso dessa pessoa em questão, jogar o "Karen dos Santos Souza Amoedo" (lembrando que o nome é fictício :) ) rendeu algumas dezenas de resultados e, num deles, havia o CPF da pessoa em questão. Fui lá eu no CC Fácil fazer a consulta.
Tem duas coisas SUPER importantes sobre o CCFácil:
O resultado? O endereço de casado dela, o atual endereço, o celular, o telefone fixo, alguns detalhes sobre a vida financeira dela.
A interpretação das informações: só nessa brincadeira aí já estava terminado o serviço, mas decidi ir mais a fundo e ver o que mais conseguia descobrir. Muita coisa é subjetiva e fruto de algumas migalhas de informação que a gente precisa interpretar, é quase como contar uma história mesmo.
Eu consegui acertar o perfil básico dela quase que por inteiro. A conclusão que cheguei foi que Karen casou-se com 20 e poucos anos, teve um filho e se separou em algum momento. Não consegui descobrir o nome do cônjuge, mas acho que poderia ter ido mais longe se recorresse aos cartórios da região. A depressão veio depois da separação, aparentemente com o filho ainda pequeno (hoje adolescente).
Pela descrição que ele me deu, ela parecia pouquíssimo religiosa nos tempos de escola. Concluí que a religião foi a forma que ela encontrou de enfrentar a depressão. Ela jamais exerceu a profissão pela qual se formou, se limitando a fazer vários concursos públicos para assistente administrativo, sempre mirando bem baixo. O salário mais alto da carreira dela foi R$ 2700~R$3100, já com as gratificações inclusas, pelo que consegui achar.
Ela conseguiu manter o peso após a gravidez, pelas fotos que encontrei. Mas a separação e a possível depressão fizeram ela engordar bastante. Ela também seguia várias páginas de comida orgânica e dietas saudáveis, mas não parecia estar fazendo muito efeito.
O que mais consegui?: liguei para a entidade pública onde ela trabalhava me identificando como funcionário dos Correios. Queria confirmar o endereço dela e a unidade daquela repartição onde ela trabalhava, já que era uma instituição bem grande. Falei que tinha uma encomenda no nome dela como endereço errado e que seria devolvido ao remetente, mas que aquele era o único telefone de contato. Nego se desdobrou e conseguiu me passar exatamente onde ela trabalhava e o ramal dela. Essa instituição tem várias unidades diferentes espalhadas pela cidade.
Queria confirmar o endereço que havia descoberto pelo CPF, mas também quis testar a ingenuidade dela. Dei outro endereço próximo no bairro em que ela mora, dei o nome do remetente como uma loja de apostilas de concursos públicos (com base nos interesses dela que escavei). Ela acreditou na hora e me passou o endereço certo, confirmando o segundo endereço que recebi na consulta da CC Fácil. Talvez o primeiro fosse dos tempos de casada.
Além disso tudo, com uma foto taggeada de uma amiga, descobri a escola onde o filho dela estuda. E que ele é meio geek/otaku (imagina se o cara tá no sub, hehe).
Acertei tudo? Da minha interpretação, só errei o espiritismo como válvula de escape para a depressão após o fim do casamento. Na verdade, o espiritismo foi a resposta que ela encontrou para a morte do pai há alguns anos.
Por que estou postando isso aqui?
Várias razões:
Sim, é meio creepy. Bem creepy, na verdade. Mas eu fiquei satisfeito com o resultado e espero que os dois se deem bem. E que ele não seja um psicopata ou mate ela, senão vou ficar com uma dor na consciência fodida. Mas pelo menos ganhei R$ 2 mil por basicamente um dia de trabalho :)
Vai funcionar comigo?
Aí vai um depende gigantesco, como eu disse lá em cima. Eu tenho uma vida bem ativa nas redes sociais e me recrimino por isso. É bem fácil saber bastante sobre mim e descobrir coisa sobre a minha vida. Mas a minha esposa, por exemplo, tem uma pegada digital mínima. Trabalha na iniciativa privada, em uma empresa pequena, não tem empresas no seu nome, não faz concursos públicos, não tem uma profissão que coloque o nome dela na internet repetidamente, não é chegada às redes sociais.
Se meu alvo em questão fosse a minha esposa, provavelmente eu não conseguiria porra nenhuma. Minha dica? Se vocês têm algo comprometedor e querem esconder, ou até simplesmente querem proteger sua privacidade, comecem a buscar essas informações sobre vocês disponíveis por aí e apaguem elas. Se você quer encontrar alguém, é só ser perseverante. A internet é um mar de informação.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.11.11 07:06 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois

A quem possa interessar, agora tem uma parte 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/7cq1rk/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
Reencontrei uma pessoa muito querida para mim ontem de maneira completamente randômica. É um caso tão bizarro que não sei para quem desabafar, já que esse "relacionamento" que eu mantive há 12 anos não chegou a ser sequer um relacionamento e nunca contei dele para ninguém. Esperei a esposa dormir, sentei e escrevi um conto. Fiz uma trash account para jogar isso aqui.
Desculpem o desabafo longo, mas foi o lugar que encontrei para soltar isso.
xxxx
Aconteceu no fim de tarde de uma sexta-feira quente. A cidade impaciente se esvaía para casa nos ônibus e metrôs lotados, a onda de calor de novembro apertando o passo de quem só queria o refúgio caseiro. Saí do metrô da esperando encontrar uma noite fresca, mas fui pego no pôr-do-sol atrasado do horário de verão. Passara o dia fora do escritório em um evento extremamente técnico e só queria desligar a cabeça. Estava bem vestido, mais do que o de costume. As calças jeans escuras relativamente novas, a blusa social quadriculada que usava quando queria se arrumar – mas nem tanto – e a bolsa de couro recém-comprada para ter um ar mais profissional nesses eventos externos.
Me sentia bonito, sentia até que minha barba reluzia ao pôr-do-sol. Ridículo, né? Um pouco de contexto: sempre fui uma pessoa acima do peso e havia acabado de registrar a perda de 32 quilos e indo à academia diariamente. Como qualquer um que foi gordinha a maior parte da vida, eu estava me sentindo muito bem. Por isso, peço que sejam indulgentes comigo. Até porque esse fato é relevante para a história.
Caminhando pela praça em direção ao ponto do ônibus que me levaria para casa, me desvencilhava dos ambulantes peruanos e suas bolsas falsificadas, dos entregadores de folhetos do sex shop de uma galeria ali perto – frequentadores fiéis da praça desde que eu me entendo por gente e provavelmente responsáveis por um número considerável de árvores derrubadas para fazer seus folhetos nessas décadas – e dos estudantes, que tanto pareciam carecer de pressa. Naquela multidão de gente, me surpreendi por notar alguém que me mirava de cima a baixo logo à minha esquerda.
No começo, não me virei. Julguei ser uma daquelas ilusões que a gente tem no canto do olhar. Três, quatro, dez passos. A pessoa continuava ao meu lado e me olhando atentamente, não sobravam dúvidas. Virei o rosto e dei de cara com ela.
Eu gosto muito de ler, mas não sei se já achei na literatura algum trecho que mostre o quão chocante é reencontrar um amor perdido depois de tantos anos. Ela entrou pelos meus olhos e me atravessou por inteiro, trouxe de volta as memórias que já julgava mortas e enterradas havia muitos anos. Por dentro, eu me senti despedaçado, como se tivesse estourado um balão há muito tempo comprimido no canto do subconsciente. Eu lembrei das manhãs que passava com ela, do dia em que ela me deu um CD do Linkin Park, de quando fui embora sem me despedir e não cortei o relacionamento – tosco, incompleto e desajeitado – que nós mantínhamos.
O choque seria menor, certamente, se não houvesse uma tristeza tão cristalina em seus olhos. Ela rapidamente virou o rosto e apertou o passo, mas eu fiquei ali atrás com aquela imagem fixa na memória. Me permiti olhá-la por inteiro enquanto avançava à minha frente. Não por desejo, mas por saudade. Saudade da pele morena, do cabelo ondulado que lhe descia pelas costas da mesma forma que fazia há mais de uma década. E saudade dos olhos de arteira que ela tinha, dos quais eu só lembrei depois de vê-los tão melancólicos. Nos conhecemos no fim do segundo grau e começo da faculdade, não éramos mais crianças. Mas os olhos dela sempre me encantavam: pareciam os olhos de alguém que está ansioso e animado ao mesmo tempo, o olhar de criança que está prestes a fazer merda e sabe disso.
Por sorte, ela seguia na mesma direção do ponto de ônibus e eu a seguia com meus olhos. Não tive forças para cumprimentá-la, a vergonha falou mais alto. Ela também não quis fazê-lo e foi fácil entender porque. Ela envelhecera bem mais do que eu esperava. Tínhamos a mesma idade, eu e ela, mas lhe daria uns dez anos a mais do que eu sem pensar duas vezes. Ganhara peso, o rosto e o cabelo pareciam maltratados, a roupa era desleixada. Nenhum julgamento aqui, quem não teve seu dia de ‘foda-se o mundo’ que atire a primeira pedra. E mesmo assim fez o meu coração parar. E mesmo assim eu só queria correr para perto dela e dizer oi.
Eu e ela éramos criaturas estranhas. Nós dois vínhamos de famílias de classe baixa, nós dois estávamos em um curso de inglês pago por algum parente mais rico, nós dois começamos a trabalhar cedo, nós dois éramos excelentes alunos, nós dois fazíamos parte daquela onda de rock do começo dos anos 2000 que incluía Linkin Park, Evanescence, System of a Down e algumas outras bandas que estavam na moda na época.
Começamos a nos aproximar quando contei para ela que queria fazer XXXXX (carreira omitida). Ela também queria, por isso passamos o ano anterior ao vestibular trocando dicas, comentando provas e trocando confidências no fim da aula de inglês. Eu fazia questão de levá-la para casa todos os dias após o fim da aula de inglês e nós acabamos ficando muito próximos. Só tinha um detalhe: eu e ela éramos comprometidos. Eu namorava uma colega de escola há pouco menos de um ano e era perdidamente apaixonado por ela, apesar dela ter se tornado uma companheira extremamente abusiva ao longo do relacionamento e termos nos separado. Ela namorava um amigo de infância, tinha tudo para crer que ela também era apaixonada por ele e estava prestes a se casar dali a um ano e meio. Sim, ela casou-se ridiculamente cedo, com apenas 20 anos e teve dois filhos logo depois, pelo que eu ficaria sabendo mais tarde por acidente. Nesse período de cerca de dois anos, mantivemos esse relacionamento estranho que eu sequer sei como classificar. Recém-chegados no curso achavam que éramos namorados, apesar de nós nunca nos abraçarmos, andar de mãos dadas ou coisas do gênero. Os alunos que estudavam conosco há mais tempo e já tinham visto nossos verdadeiros namorados achavam apenas que colocávamos chifres neles. Nós nunca fizemos absolutamente nada. Não houve beijo, não houve cabeça no ombro, não houve mãos dadas. Fisicamente, nunca houve nada. Mas havia ali uma cumplicidade quase criminosa, olhares mais longos do que o necessário, um quase que jamais se tornava realidade. Talvez esse carinho fosse fruto de sermos tão parecidos e termos origens tão similares.
Mas tudo acabou sem aviso. Em um intervalo de meses, sofri um duplo revés. O parente que pagava o meu curso descobriu que estava com câncer e seus custos com saúde aumentaram drasticamente. Eu já estava trabalhando e podia pagar, mas perdi o emprego no mesmo semestre. Tudo aconteceu em um intervalo de um mês, em janeiro, e eu não pude voltar ao curso para o semestre seguinte. Era uma época diferente. As redes sociais não eram tão onipresentes (eu tinha meu bom e velho Orkut, ela achava rede social bobeira) e não havia Whatsapp. E algo em mim insistia em dizer que era errado ligar para ela, que era ir longe demais. Então eu sumi da vida dela sem aviso, sem dar satisfação. Simplesmente não me matriculei no curso e jamais toquei no assunto com ninguém, nem com meus amigos mais próximos. Doeu – e doeu muito – mas eu deixei a vida sedimentar tudo aquilo. Eu ganhei peso, meu relacionamento com aquela namorada não andava bem. Naquele momento, eu só queria sumir e não ver mais ninguém. E aquela saída brusca acabou me ajudando nesse sentido. Some aí a baixa auto-estima. Eu nunca achava que uma mulher estava dando bola para mim até elas praticamente se jogarem no meu colo. Quase todas as mulheres com quem saí tiveram a iniciativa ou deixaram bem claro que queriam alguma coisa, sempre fui lerdo ao extremo para flerte. E perdi grandes oportunidades por conta disso, mas isso é passado e não me causa dor, só uma risadas. Exceto nesse caso.
De lá para cá, soube pouco dela. Descobri por um grande acaso que ela teve dois filhos logo após o casamento (Orkut de amigo de um amigo de um amigo que estava no chá de bebê do segundo filho dela, rs). Também vi que ela não passou no vestibular para a carreira que escolhemos, senão seria mais fácil encontrá-la. O curso era bem concorrido e ela não passou duas vezes. Na terceira, já estava com filho e casada, então não avançou. Esbarrei com ela enquanto estava grávida do primeiro fazendo compras no mercado com o marido. Nesse dia, eu estava acompanhado de vários amigos, completamente bêbado e indo para uma festa na região boêmia da cidade. Trocamos um olhar meio constrangido nesse dia, nada mais. Tinha uma mágoa bem nítida nos olhos dela, mas eu ainda relutava em acreditar que eu significava muita coisa para aquela menina. Eu só iria me tocar anos mais tarde que eu, apesar de estar fora dos padrões de beleza, recebia sim atenção do sexo oposto.
Agora avançamos 12 anos no futuro. Cá estou eu, perdido, olhando para uma mulher que teve um relacionamento tão tênue e tão profundo comigo ao mesmo tempo. Ela parou e entrou em uma loja de sapatos em frente ao ponto de ônibus para o qual eu estava indo e, mesmo pela vitrine, trocamos alguns olhares demorados. Eu queria chegar perto, eu queria dizer oi, eu queria chamá-la para jantar. Mas, no auge dos meus 30 e poucos anos, eu me senti um adolescente envergonhado de 17. E uma voz bem clara ecoava na minha cabeça: “você é casado, você tem um casamento muito feliz e você nunca traiu sua esposa e nenhuma das suas outras ex-namoradas. Você não vai começar a fazer merda agora”.
E se eu fosse dar um oi, serviria de quê? Requentaria um amor adolescente que provavelmente só faria mal a nós dois? Reviveria a mágoa daquele adeus decepado, sem dar a menor satisfação? Tudo isso só transformava minhas pernas em âncoras que meus olhos teimavam em ignorar. Ela saiu da loja e, pela primeira vez naquele fim de tarde, me olhou de forma direta. Sem aquela desviada de olhar que vem um par de segundos depois, sem aquela sensação de acidente ou constrangimento. Nos encaramos por um período que, me perdoem o clichê, parecia uma eternidade. Eu sabia que aquela era a minha deixa para chegar mais perto, mas eu não fui. Ela me deu as costas e sumiu na multidão, provavelmente para sempre. Meu coração ficou ali perdido, sem saber como era possível lembrar-se de tanta coisa em tão pouco tempo.
Sentado no ônibus de volta para a casa, as memórias vinham em atacado. O dia em que ela fez uma cópia do Hybrid Theory e me deu de presente de aniversário. A vez em que eu ganhei de um amigo meu um chaveiro do Nirvana e, quando ela foi pegar para ver, sem querer seguramos as mãos por uns segundos que pareciam compreender toda a história da humanidade. Quando levei meu discman para o curso e a gente escutou junto um álbum do System of a Down no ano em que lançaram Hypnotize e Mezmerize.
É triste a vida ser tão curta, eu concluí. Tem tanto amor para se viver, tanta história que poderia se escrita a dois que nós nunca vamos conhecer. Tanta coisa inesperada que acontece num fim de tarde sem propósito, tanta coisa que a gente deixa de perceber e que acontece porque você notou alguém no canto do seu olho. E eu, muito provavelmente, nunca mais vou vê-la. Se eu tivesse a oportunidade de reviver esse momento, eu não sei o que eu faria. Chamava para tomar um café e pedia desculpa por nunca ter falado que eu era perdidamente apaixonado por ela e que vivia um relacionamento conturbado com uma companheira abusiva, mas que a baixa auto-estima me impedia de agir? Diria que havia praticamente esquecido que ela existia nos últimos 10 anos, mas que bateu um misto de culpa e carinho enormes tanto tempo depois? Não acho que nada disso valeria a pena.
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